quarta-feira, 14 de agosto de 2013
domingo, 11 de agosto de 2013
O PODER
Considerando que o poder visa sempre ao estabelecimento de uma ordem, é necessário, então, um agente que a imponha. Poder é, portanto, tudo aquilo capaz de manter uma ordem, significando o modo como as coisas devam se apresentar. Assim, toda ordem representa poder ou ação de um agente.
Considerando, ainda, que todo ser é um agente, todo ser, então, gera ordem, e, como tudo aquilo que gera ordem representa poder, todo ser possui, aliás, não só um, mas vários tipos de poder.
É evidente a capacidade que as coisas têm de impor ou manter algum tipo de ordem, o que me faz concordar com o filósofo Michel Foucault quando diz que o poder está em toda parte, logicamente, porque o ser também está. Não é difícil constatar que todo ser, por si só, gera algum efeito, uma ação, seja ele concreto ou abstrato, como: mesa, beleza, feiúra, homem, pombo, etc.
Uma bela mulher, certamente entende que a beleza produz poder, e também, que a posse dela só funcionará se agir para mantê-la, assim, precisa cuidar-se. Sabe que uma espinha ou um cabelo mal cortado pode comprometer sua estética. Para isso, deve adotar procedimentos que possibilitem, no mínimo, preservar o que a natureza estabeleceu para o seu rosto e o seu corpo.
O matemático e filósofo Bertrand Russel define poder como a posse dos meios que leva à produção de efeitos desejados. Porém, digamos que um poderoso general queira ganhar uma determinada batalha por achar que tem os meios necessários, inclusive, maiores que do adversário. A posse desses meios garantirá a ele os efeitos desejados: o domínio do inimigo? Teria poder suficiente para concretizar o pretendido?
Certamente que não - o adversário, embora em aparente desvantagem, pode ter maior capacidade de ação, e ação não é posse, mas sim capacidade de movimento, energia, algo interno e não externo.
Diria ainda, que poder é tudo. É como um deus, pois, tem a capacidade de impor e sustentar uma ordem visando sempre assegurar a existência de algo. É potência em ação representada por um agente.
A posse de qualquer coisa, inclusive de algum tipo especial de atributo, apenas viabiliza a ação necessária à manutenção de uma determinada ordem. A posse de uma faca, por exemplo, não significa poder ou uma ação de corte bem-sucedida se estiver cega. A ordem a ser estabelecida, como a de ver um determinado objeto dividido em partes pode não se concretizar – ele pode ser bastante resistente para tal. Então, o poder estaria, não na posse da faca, mas sim na capacidade de corte dela, em que a condição ou regra é de que esteja amolada, tornando-se assim necessária uma ação nesse sentido para viabilizar o poder de corte e estabelecer a ordem desejada.
Entendendo ordem como critérios adotados à formação de algo, definiria agente como tudo aquilo que tem a capacidade de estabelecer critérios para a formação de alguma ordem, utilizando-se, de atributos próprios ou não, capazes de produzi-la. Assim, toda ordem provém de procedimentos, normas, regras ou leis naturais, mentais ou espirituais, originárias e impostas por algum agente. Reflete-se no mundo material,visando assegurar a existência das coisas, seja do mundo material, mental ou espiritual dos quais fazemos parte.
Portanto, poder é estabelecimento de ordem via ação de um agente.
Considerando, ainda, que todo ser é um agente, todo ser, então, gera ordem, e, como tudo aquilo que gera ordem representa poder, todo ser possui, aliás, não só um, mas vários tipos de poder.
É evidente a capacidade que as coisas têm de impor ou manter algum tipo de ordem, o que me faz concordar com o filósofo Michel Foucault quando diz que o poder está em toda parte, logicamente, porque o ser também está. Não é difícil constatar que todo ser, por si só, gera algum efeito, uma ação, seja ele concreto ou abstrato, como: mesa, beleza, feiúra, homem, pombo, etc.
Uma bela mulher, certamente entende que a beleza produz poder, e também, que a posse dela só funcionará se agir para mantê-la, assim, precisa cuidar-se. Sabe que uma espinha ou um cabelo mal cortado pode comprometer sua estética. Para isso, deve adotar procedimentos que possibilitem, no mínimo, preservar o que a natureza estabeleceu para o seu rosto e o seu corpo.
O matemático e filósofo Bertrand Russel define poder como a posse dos meios que leva à produção de efeitos desejados. Porém, digamos que um poderoso general queira ganhar uma determinada batalha por achar que tem os meios necessários, inclusive, maiores que do adversário. A posse desses meios garantirá a ele os efeitos desejados: o domínio do inimigo? Teria poder suficiente para concretizar o pretendido?
Certamente que não - o adversário, embora em aparente desvantagem, pode ter maior capacidade de ação, e ação não é posse, mas sim capacidade de movimento, energia, algo interno e não externo.
Diria ainda, que poder é tudo. É como um deus, pois, tem a capacidade de impor e sustentar uma ordem visando sempre assegurar a existência de algo. É potência em ação representada por um agente.
A posse de qualquer coisa, inclusive de algum tipo especial de atributo, apenas viabiliza a ação necessária à manutenção de uma determinada ordem. A posse de uma faca, por exemplo, não significa poder ou uma ação de corte bem-sucedida se estiver cega. A ordem a ser estabelecida, como a de ver um determinado objeto dividido em partes pode não se concretizar – ele pode ser bastante resistente para tal. Então, o poder estaria, não na posse da faca, mas sim na capacidade de corte dela, em que a condição ou regra é de que esteja amolada, tornando-se assim necessária uma ação nesse sentido para viabilizar o poder de corte e estabelecer a ordem desejada.
Entendendo ordem como critérios adotados à formação de algo, definiria agente como tudo aquilo que tem a capacidade de estabelecer critérios para a formação de alguma ordem, utilizando-se, de atributos próprios ou não, capazes de produzi-la. Assim, toda ordem provém de procedimentos, normas, regras ou leis naturais, mentais ou espirituais, originárias e impostas por algum agente. Reflete-se no mundo material,visando assegurar a existência das coisas, seja do mundo material, mental ou espiritual dos quais fazemos parte.
Portanto, poder é estabelecimento de ordem via ação de um agente.
A Dificuldade do Poder Obtido sem Esforço
Aqueles que, só pela mão da fortuna, de vulgares cidadãos se tornam príncipes alcançam o mando com pouca fadiga, mas só com muito esforço o conseguem manter. Não experimentam dificuldades na caminhada para o poder, parecendo que para lá vão voando. As dificuldades surgem depois de serem entronizados. É o que sucede com aqueles a quem é dado um estado a troco de dinheiro ou por graça de quem o concede (...) Os que assim sobem à condição de príncipe ficam dependentes da vontade e da fortuna de quem lhes proporcionou o trono, que são duas coisas assaz volúveis e instáveis, não sabendo nem podendo garantir a sua conservação. Não sabem - porque, a menos que seja um homem de grande habilidade e virtude, não é razoável que, tendo sempre vivido como vulgar cidadão, saiba comandar; não podem - porque não dispõem de forças que lhes possam ser amigas e fiéis. Além disto, os estados que surgem de repente, como todas as outras coisas da natureza que nascem e crescem rapidamente, não desenvolvem as raízes, o tronco e os ramos, sendo destruídos pelo primeiro temporal. Isto, a menos que aqueles que, como eu disse, de repente se tornaram príncipes possuam tanta virtude como a fortuna que tiveram quando o estado lhes caiu no regaço e saibam, rapidamente, preparar-se para o conservar. E aqueles pressupostos que outros preencheram antes de se tornarem príncipes sejam por eles reunidos posteriormente.
Nicolo Maquiavel, in 'O Príncipe'
domingo, 4 de agosto de 2013
Aprender a Ver
Aprender a ver - habituar os olhos à calma, à paciência, ao deixar-que-as-coisas-se-aproximem-de-nós; aprender a adiar o juízo, a rodear e a abarcar o caso particular a partir de todos os lados. Este é o primeiro ensino preliminar para o espírito: não reagir imediatamente a um estímulo, mas sim controlar os instintos que põem obstáculos, que isolam. Aprender a ver, tal como eu o entendo, é já quase o que o modo filosófico de falar denomina vontade forte: o essencial nisto é, precisamente, o poder não «querer», o poder diferir a decisão. Toda a não-espiritualidade, toda a vulgaridade descansa na incapacidade de opor resistência a um estímulo — tem que se reagir, seguem-se todos os impulsos. Em muitos casos esse ter que é já doença, decadência, sintoma de esgotamento, — quase tudo o que a rudeza afilosófica designa com o nome de «vício» é apenas essa incapacidade fisiológica de não reagir. — Uma aplicação prática do ter-aprendido-a-ver: enquanto discente em geral, chegar-se-á a ser lento, desconfiado, teimoso. Ao estranho, ao novo de qualquer espécie deixar-se-o-á aproximar-se com uma tranquilidade hostil, — afasta-se dele a mão. O ter abertas todas as portas, o servil abrir a boca perante todo o fato pequeno, o estar sempre disposto a meter-se, a lançar-se de um salto para dentro de outros homens e outras coisas, em suma, a famosa «objectividade» moderna é mau gosto, é algo não-aristocrático par excellence.
Friedrich Nietzsche, in "Crepúsculo dos Ídolos"
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
O MESTRE
Que o “Mestre dos Mestres” lhe ensine que nas falhas e lágrimas se esculpe a sabedoria.
Que o “Mestre da Sensibilidade” lhe ensine a contemplar as coisas simples e a navegar nas águas da emoção.
Que o “Mestre da Vida” lhe ensine a não ter medo de viver e a superar os momentos mais difíceis da sua história.
Que o “Mestre do Amor” lhe ensine que a vida é o maior espetáculo no teatro da existência.
Que o “Mestre Inesquecível” lhe ensine que os fracos julgam e desistem, enquanto os fortes compreendem e têm esperança.
Não somos perfeitos. Decepções, frustrações e perdas sempre acontecerão.
Mas Deus é o artesão do espírito e da alma humana. Não tenha medo.
Depois da mais longa noite surgirá o mais belo amanhecer.
Espere-o.
O SILÊNCIO DA SABEDORIA
Nós vivemos em um universo que é, ao mesmo tempo, gigantesco o suficiente para nos envolver e pequeno o bastante para caber em nosso coração. Na alma do homem está a alma do mundo, o silêncio da sabedoria.
Tudo em nós funciona perfeitamente bem e em harmonia com a natureza. O que há de bonito no dia de hoje?
Procure reparar, porque esta é a melhor imagem de você mesmo. Deus está em nosso cotidiano, espera que notemos Sua presença. Toda manhã, Deus nos mostra o Seu sorriso.
As nuvens que estão ocupando, neste momento, o céu de sua alma vão passar. O sol, que às vezes se esconde por detrás das nuvens, não passa nunca.
A Procura da Sabedoria
Era uma vez uma pessoa que procurava a sabedoria. Tinham-lhe dito que para a atingir tinha sempre de aceitar e recusar ao mesmo tempo tudo o que lhe fosse oferecido, dito ou mostrado. Quando perguntava por onde era o melhor caminho e lhe diziam «é por ali» ela devia seguir imediatamente nesse sentido e depois no sentido contrário. Tendo assim percorrido todas as direções indicadas e as não indicadas, sem mais caminhos a percorrer, sentou-se no chão e começou a chorar. Sem saber, tinha chegado.
Ana Hatherly, in 'Tisanas'
Assinar:
Postagens (Atom)